quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Convencidos da vida - uma coisa em forma de assim
Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida, da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Ponte entre a 3ª e 5ª dimensão
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Percorrendo o deserto....

Dispo-me. já não sei quem sou. Caminho em silêncio. Espero por respostas. Não encontro ninguém. Longa é a caminhada. Abrigo-mo numa riqueza que permanece escondida. Oiço uma voz (a voz do deserto) sigo-a. Subi uma duna, e mais uma, e outra e outra, a voz agora mais próxima e perceptível, diz: satyagraha. Alvejo alguém, aproximo-me, está sentado de costas para mim. Convida-me a sentar. Eu aceito. Lado a lado, observamos o horizonte, sem nunca cruzarmos o olhar. Não foram feitas apresentações, não foi necessário, as horas são escassas,... Gandhi disse: "A violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade, não te esqueças que o silêncio pode ser também um acto de extrema violência" e acrescenta "não desistas mesmo que penses que a tua voz possa não ser entendida, procura encontrar a tua paz, em ti, não nos outros...".
quarta-feira, 1 de julho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Tornar a mente BUDA

Ontem, tropecei no site da União Budista Portuguesa, e foi precisamente ontem, que iniciavam o curso "Introdução à Meditação Budista". Telefonei a uma hora do curso, consegui que aceitassem a minha inscrição. Um pouco condicionada, pois apenas conseguia conduzir com a mão esquerda, enfim,... outra aventura,.. cheguei bem, sã e salva.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Guitarra clássica
segunda-feira, 18 de maio de 2009
16 de Maio de 2009
Feira do livro - Lisboa 2009
Levei comigo um post-it com os livros que queria comprar (Reencontro de Agostinho da Silva de José Flórido e Gandhi - Poder, Parceria e Resistência de Varma Ravindra), no post-it para além do título, continha a referência, a editora, e o respectivo stand, ... para quem me conhece sabe que tenho "fobia" a multidões, o que me cria uma certa ansiedade... ficando com uma enorme vontade de fugir... Quando lá cheguei, fiquei muito agradada, não havia confusão, nem muito ruído, nem crianças com birras,... comecei na praça Leya, e por ali fiquei, ao som da música do Jack Johnson,... senti-me tranquila,... foi muito agradável... enfim...
...acabei por comprar os seguintes livros:
- Lições do Abismo de Daniel Sampaio
Género: Não-ficção/Psicologia/Psiquiatria;
- O Jogo das Contas de Vidro de Hermann Hesse
Género: Romance.
- Como Tornar-se um Doente Mental de José Pio Abreu;
- Os Dez Mandamentos no Séc. XXI de Fernando Savater;
- Sinais do Medo de Ana Zanatti.
sábado, 14 de março de 2009
Chuang Tzu
O objetivo de uma armadilha para coelhos é "caçar" coelhos; quando estes são agarrados, esquece-se a armadilha.
O objetivo das palavras é transmitir as idéias. Quando estas são apreendidas, as palavras são esquecidas.
Onde poderei encontrar alguém que se esqueceu das palavras? É com ele que gostaria de conversar.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
sossega-me
como poderei eu partir? se te sinto em mim...
sinto-me a deambular, ... vagueando nos teus olhos, procuro-te
onde estás?...
vem,... para perto de mim
sossega-me,...
conto-te estórias ao ouvido, tu sorris...
que desassossego,
vagueio pelo teu corpo, ... sensações orgásmicas...
sossega-me nas madrugadas...
ai, ai, ai
"O coração, se pudesse pensar, pararia."

Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."
Translucidez, Nudez e Desacorde
Translucidez Lúcido como o fio de uma navalha
terça-feira, 3 de março de 2009
fingir que está tudo bem
josé luís peixoto
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
"Reencontro" 19 de Fevereiro de 2009
perdem-se, temporariamente, presenças amigas.
A vida é eterna...
Noites e dias sucedendo-se pelo infinito...
Certas dores existenciais indefinidas... consequências de afastamentos de amor, afastamentos de tempo equivalente a uma ou mais vidas, parecendo, por isso, eternos... ainda que temporários.
Uma força de energia interior inexplicável revela amizade, de tempo remoto, reencontrada;
emoção indefinida, quase ilógica, mas tão forte, feito o mar banhando as rochas, com energia, suavidade e inconsciência, sob cor dourada, de inteira beleza, criada pelo sol ao entardecer.
Uma certeza íntima inteligível, a prova de um "reencontro", sensação opondo-se à razão, mas impondo-se feito raios solares, que a despeito da noite, invade-nos com inteira alegria reluzente, num renascer em límpida manhã de vida.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Outras feridas
traços de répteis incandescentes pelas dunas, hastes quebradas, excrementos geométricos sinalizando com rigor apertados caminhos
areias de cor indecisa
são bons estes lugares de cinza, para a solidão insuspeita dos pássaros
da boca das areias desmoroando-se irrompem
fosforosos bichos, adocicados corpos, um rosto de fogo encima o leite vagaroso das nuvens
depois, ouvem-se os nomes dos barcos
e do vento uma voz explode, fende, desfaz a tempestade
teu corpo acalma por cima do misterioso espelho
mão na mão, percorremos todas as águas
conhecemos os domínios húmidos dos monstros marinhos
e a loucura dos peixes cegos, que deu nome ao nosso amor e às cidades costeiras
outras feridas alastram subitamente no fulcro da memória
outras noites atravessam-se
semeiam pelo corpo flores e pânico
falo com os barcos postos-a-seco, das salivas marinhas cresce uma quilha enfurecida
a escrita é um marulhar incessante
imito a paisagem como se te imitasse, ou se te escrevesse
teu corpo dilui-se nos ossos da página, contamina as cartilagens das sílabas
resta-me o fingimento sibilante das palavras
caminho pelo interior das dunas, aago o rasto de tinta acetinada, sou terra num texto onde não encontro água
só noite e um rumor imperceptível no coração
mais nada
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se descobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Franz Kafka vs Praga
"Praga não vai largar-nos. Nem a mim nem a ti. Esta mãezinha tem as suas garras afiadas. É preciso sujeitarmo-nos senão... Devíamos lançar fogo aos seus dois extremos, o Vysehrad e o Hradsechin, e talvez pudéssemos então partir. Pensa nisso daqui até ao Carnaval."
Franz Kafka,
20 de Dezembro de 1902, carta a Oskar Pollak.
A Metamorfose, O Processo, A Colónia Penal, O Castelo... Os escritos de Kafka referem-se a um mundo em que a liberdade se pagava a alto preço. Que é feito desse mundo? Da Praga dos anos de 1910-1921, checa, alemã, judaica, que a pouco e pouco se foi libertando de quatro séculos de dominação austríaca? Quem, entre gente de carne e osso e génios literários, terá instilado em Kakfa aquela trágica coerência que caracteriza a sua obra? Ele foi, sucessivamente, Georg Bendemann, Gregor Samsa, Josef K. e K., o Agrimessor, incorporando-se em cada uma das suas personagens, em contante mutação, sem jamais deixar de ser igual a si mesmo.
